sábado, 7 de dezembro de 2013

Tese de Doutorado sobre Governança Corporativa

Estava estudando para o processo seletivo do Mestrado de Administração que estou tentando e me deparei com o excelente artigo premiado do Luciano Rossoni, disponibilizado abaixo no link da Revista de Administração da FGV. Como investidores e sócios através das ações de empresa, o item sobre governança corporativa e suas práticas acabam tornando um dos diferenciais na seleção e manutenção das empresas que fazem parte do nosso portfólio. Um dos exemplos recente da minha carteira, foi a retirada da Portobello e acreditem, até hoje ainda não recebi a resposta sobre aquela pergunta.

Abaixo o link da Revista de Administração da FGV:

http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/10.1590-0034-7590201300300005.pdf

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vídeo Servidão Moderna

Excelente vídeo francês, vale muito a pena ver e analisar como funciona nossa sociedade, consumo e a relação com o trabalho na atualidade. Acredito que vão gostar e melhorar a reflexão sobre o Mundo em que vivemos.

http://www.youtube.com/watch?v=Ybp5s9ElmcY


sábado, 16 de novembro de 2013

Visita a Cervejaria Bohemia

Hoje fui a Petrópolis e fui visitar a cervejaria Bohemia que faz parte das marcas da AMBEV, em homenagem ao split materializado essa semana e toda valorização que tive com o ativo durantes os últimos anos.

Experiência muito interessante e fiquei impressionando com a qualidade das instalações e muito satisfeito por fazer parte disso tudo como acionista de uma das melhores empresas do País e sócio do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann.

Provei a cerveja Bohemia Confraria e achei excelente, somado a todo ambiente e interação da visita guiada, posso dizer que vale muito a pena conhecer a Cervejaria e não sei se no Brasil temos outras do mesmo tipo.

Abaixo as informações do site da AMBEV, os valores são meia, R$ 9,50 e inteira R$ 19,50, as informações do site abaixo com relação ao preço estão desatualizadas.


Bohemia inaugura um dos maiores e mais completos centros de experiência cervejeira do mundo


07.05.2012 15:00
Primeira cerveja do Brasil apresenta, em projeto inédito de entretenimento
07-05-12_cervejariaBohemia

Na sexta-feira (04/05), a Bohemia, primeira cerveja do Brasil e líder do segmento premium, inaugurou  um dos mais completos  centros de experiência cervejeira do mundo, a Cervejaria Bohemia, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.
Nos mais de sete mil m² das instalações, os visitantes poderão conhecer a história, rituais e curiosidades do universo cervejeiro de forma interativa. São mais de 20 ambientes que reunem informações sobre o mundo da cerveja na gastronomia, na cultura, no comportamento, no bem-estar, no meio ambiente e no consumo responsável.
O complexo da  Cervejaria Bohemia também contemplará produção in loco de Bohemia e suas variantes: Weiss, Escura, Confraria e Pilsen e de edições especiais da marca, que serão lançadas constantemente.  Além disso, a casa terá, sempre em primeira mão, várias criações do Mestre Cervejeiro exclusivo de Bohemia para degustação dos visitantes.

Veja fotos da inauguração da cervejaria no Flickr da Ambev:http://www.flickr.com/photos/ambev/sets/72157629988680303/

Serviço
Cervejaria Bohemia
Endereço: Rua Alfredo Pachá, 166 - Centro Histórico - Petrópolis (RJ)
Agendamento de visitas:  bohemia.com.br/cervejaria
Funcionamento: de quarta a sexta das 11 às 18 horas.

Sábados, domingos e feriados das 11 às 20 horas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Vídeo: Mestres do Dinheiro

Vídeo longo mas muito interessante, recomendo dividir em 3 partes de 1 hora para não ficar muito cansativo. Depois de assistir ao vídeo vão entender como funcionam crises e como elas vem e vão e como devemos aproveitar essas quedas e ser sócio de boas empresas.

http://www.youtube.com/watch?v=tAhWtKIt5nA

domingo, 27 de outubro de 2013

Animação: Sonho Americano

Vou postar o primeiro de alguns videos e animações que julgo interessante sobre assuntos que envolvam nosso cotidiano financeiro visando estimular o senso crítico das pessoas e vamos a animação que fala sobre endividamento, juros e sistema financeiro:

http://www.youtube.com/watch?v=dbz990NAH-M

sábado, 19 de outubro de 2013

Cidadania Italiana Parte II

Conforme falei no meu último post sobre atualização da minha situação da dupla cidadania italiana, informarei como esta o andamento.

Recebi as certidões de nascimento e casamento do meu trisavô que nasceu e casou em Contaria (atual Porto Viro), paguei 268 euros e fiz a transferência pelo Western Union pelo Banco do Brasil.

Analisando as certidões originais italianas verifiquei alguns erros em comparação com as certidões brasileiras e vou dar um dica para economizar com custos judiciais para as retificações e são elas:

- Entrar em contato com o cartório onde será necessária as retificações e elaborar uma petição com o pedido e os documentos que fundamentam esse pedido em anexo;

- Fundamentar essa petição com base na lei federal  6.015 de 1973 no artigo 110 que transcrevo abaixo:

Art. 110.  Os erros que não exijam qualquer indagação para a constatação imediata de necessidade de sua correção poderão ser corrigidos de ofício pelo oficial de registro no próprio cartório onde se encontrar o assentamento, mediante petição assinada pelo interessado, representante legal ou procurador, independentemente de pagamento de selos e taxas, após manifestação conclusiva do Ministério Público.(Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).
        § 1o  Recebido o requerimento instruído com os documentos que comprovem o erro, o oficial submetê-lo-á ao órgão do Ministério Público que o despachará em 5 (cinco) dias. (Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).
        § 2o  Quando a prova depender de dados existentes no próprio cartório, poderá o oficial certificá-lo nos autos. (Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).
        § 3o  Entendendo o órgão do Ministério Público que o pedido exige maior indagação, requererá ao juiz a distribuição dos autos a um dos cartórios da circunscrição, caso em que se processará a retificação, com assistência de advogado, observado o rito sumaríssimo. (Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).

        § 4o  Deferido o pedido, o oficial averbará a retificação à margem do registro, mencionando o número do protocolo e a data da sentença e seu trânsito em julgado, quando for o caso. (Redação dada pela Lei nº 12.100, de 2009).

- Monitorar o pedido de retificação junto ao cartório e nessa etapa que estou no momento.

Espero ter ajudado alguém que esteja nessa situação e qualquer dúvida estou a disposição.

Abraços e vamos caminhando em busca da dupla cidadania via materna italiana.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bolha Brasil no Video Game também

Eu adoro video game, principalmente porque jogo campeonatos online de FIFA no PS3 e pretendo comprar o PS4 mas a notícia do preço no Brasil do PS4 é tão absurda que tenho que fazer essa notícia através desse Post.


fonte: http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2013/10/17/playstation-4-brasileiro-e-disparado-o-mais-caro-do-mundo.htm

17/10/2013 - 11h45

PlayStation 4 brasileiro é disparado o mais caro do mundo

Théo Azevedo 
Do UOL, em São Paulo

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  • Divulgação
    Nos Estados Unidos, o PlayStation 4 terá preço sugerido de US$ 400
No Brasil o PlayStation 4 vai custar a "bagatela" de R$ 3.999, valor que dá ao país o indesejado título de “PS4 mais caro do mundo”. O 2º colocado, nossos 'hermanos' da Argentina, terão que pagar o equivalente a R$ 2.400 pelo aparelho, quantia que ainda assim está bem abaixo da tupiniquim.
É claro que os altos impostos que incidem sobre videogames no Brasil inflacionam o valor. Segundo a Sony, entre 60 e 70% do preço do console são impostos. Ainda assim, vale destacar que o Xbox One, que é US$ 100 mais caro que o PS4 nos EUA, por aqui vai custar R$ 2.200.
Veja o ranking:
Lógico que não vou comprar o PS4 com esse valor de 4.000,00 no Brasil e pretendo comprar fora e mostro que importa-lo e pagando os tributos sai muito mais barato conforme o exemplo abaixo: 
Calculadora na mão e valores aproximados.
PS4 US$400,00
Conversão do valor com dólar a R$2,20 arredondando para mais (nesta data esta a R$2,16.)
R$880,00
+60% de importação federal e 16%importação estadual (RJ) = 76%.
R$880,00 + 78% = R$1.548,80.
Custo real do PS4: R$1.548,80.
Valor na loja R$4.000
Alguém que pretende ou pretendia comprar o PS4, o que planejam fazer?

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bolha no Rio de Janeiro

A dois posts atrás, postei matéria sobre a situação dos imóveis no Rio de Janeiro e hoje fiquei muito feliz com o NOBEL desse grande economista (Robert Shiller) e mais feliz ainda em ver a matéria no Jornal Nacional que tem grande audiência em nosso território.

O fato é que o Rio de Janeiro em especial, atingiu um nível surreal nos preços dos imóveis comparado a outras cidades no Brasil e principalmente com São Paulo, onde imóveis em áreas nobres dessa cidade, como higienopolis, comparados a zona sul do Rio de Janeiro estão de graça, tamanho a irrealidade  em comparação com o mercado carioca. 

Não sei aonde isso vai chegar no Rio de Janeiro, onde a cidade não teve nenhuma mudança significativa para mais que triplicar os valores desde o anúncio das olimpíadas em 02 de outubro de 2009 e esta muito mais muito longe mesmo do padrão de qualidade em transporte publico, saúde, educação e segurança com grandes cidades ao redor do mundo e digo isso porque já estive em grandes cidades ao redor do Mundo e a diferença é gigantesca e seria uma piada fazer essa comparação.

Abaixo o comparativo na matéria da Exame para o pessoal observar o que estou falando, reparem no exemplo de Copacabana de 48 m2 de 650.000 reais, bairro onde moro, comparado as demais cidades no Brasil :

fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/22-imoveis-que-r-650-mil-compram-pelo-brasil#6

E aí viram a situação? Vai ver estou vivendo na nova Suiça e não consegui enxergar as mudanças mas o fato é que um NOBEL de Economia já observou que esse mercado carioca de imóveis esta para lá de inflado.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O valor absurdo dos imóveis no Rio de Janeiro segundo Shiller

Abaixo coloco a entrevista de Shiller que previu inumeras bolhas nos Estados Unidos e fala um pouco sobre a situação louca que esta ocorrendo na cidade maravilhosa, alias o preço triplicou no Rio mas as mudanças foram quase próximas do zero.

fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/shiller-acha-imoveis-arriscados-demais-e-ve-bolha-no-brasil

Shiller acha imóveis arriscados demais e vê bolha no Brasil

Economista que previu a bolha imobiliária americana explica por que crê em bolha no Rio e acha que a visão de imóveis como investimentos sólidos está errada


Chip Somodevilla/Getty Images
O professor de Yale Robert Shiller, especialista em mercado imobiliário, debate a crise dos subprime em 2007
Shiller: comprar imóvel pensando na valorização é erro, e alugar pode ser melhor que comprar
São Paulo – Ele antecipou os estouros da bolha acionária das empresas de internet nos EUA em 2000 e da bolha imobiliária americana em 2007. É fascinado por bolhas e um dos economistas mais influentes do mundo. Foi este homem que esteve recentemente no Brasil e disse que havia uma bolha imobiliária no Rio de Janeiro. Em entrevista por telefone à EXAME.com na última quinta-feira, o professor da Universidade de Yale, Robert Shiller, repetiu a afirmação e expôs todo o seu ceticismo em relação aos imóveis residenciais como investimentos sólidos.
O simpático professor de 67 anos foi um dos criadores dos célebres índices Case-Shiller, que auferem o desempenho do mercado imobiliário americano. Shiller também é um dos maiores expoentes das finanças comportamentais, que estudam o comportamento do investidor. Em função disso, tem plena consciência de que o mercado é formado por pessoas, que tomam decisões muitas vezes irracionais ou inconscientes, movidas por paixões e motivos esdrúxulos.
Por isso mesmo, o autor de livros renomados como “Exuberância Irracional” e “O Espírito Animal” mantém uma postura humilde frente aos mercados financeiros: não tem medo de dizer que não sabe para onde vão os preços do mercado imobiliário, o qual considera extremamente especulativo e arriscado, acha que os sonhos são importantes na hora de se tomar decisões financeiras, e acredita que a diversificação seja a saída para o pequeno investidor não se enrolar, por mais batida que seja essa recomendação.
Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Robert Shiller à EXAME.com, em que o professor fala sobre o mercado imobiliário brasileiro, os motivos certos para se comprar um imóvel, finanças comportamentais e sobre seu último livro “Finanças para uma Boa Sociedade”:
EXAME.com – Devido a motivações históricas, encarar imóveis como investimentos sólidos está em nosso DNA. Ter uma casa, no Brasil, é quase uma obrigação. Contudo, recentemente o senhor disse que acreditava que imóveis residenciais, como investimentos, são uma ilusão. Como então os brasileiros deveriam encarar o mercado de imóveis residenciais?
Robert Shiller – É difícil fazer previsões a respeito de mercados especulativos como o de imóveis residenciais. Atualmente, não só o Brasil, mas também muitos outros países estão passando por um “boom” no mercado imobiliário. Mas podemos esperar que essa alta continue? No Rio os preços dos imóveis residenciais mais que dobraram, acima da inflação, nos últimos cinco anos. Ora, em Vancouver, que é a cidade mais próxima de uma bolha no Canadá, os preços também mais que dobraram nos últimos anos. O que está acontecendo em Vancouver? O investimento em imóveis está no DNA brasileiro, mas também está no DNA de outros lugares, como Canadá, Hong Kong e Índia. Eu tenho esse mau presságio em relação a todas essas pessoas em diferentes países com essa ideia de que imóveis residenciais são um ótimo investimento. Eu acho que está errado. Podem ser por um tempo, mas depende de quando você vende. Eu não acho que seja um investimento muito seguro no longo prazo.

EXAME.com – O senhor acha que é um mercado mais especulativo, então?
Shiller – Bem, se você vê os preços dobrarem no Rio em apenas cinco anos, isso parece certo? O que está acontecendo? Pode haver uma razão para isso, o Brasil tem crescido bem, há uma classe média crescente e a indústria de concessão de crédito está ficando mais forte, mas eu não acho que isso justifica dobrar de preço tão rapidamente. O que eu acho – e eu devo dizer que sou estrangeiro e que não estou aí no Brasil – é que é uma bolha.
EXAME.com – O Rio vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, e a cidade está em obras, por exemplo, de infraestrutura de transportes. Os níveis de violência estão diminuindo. O senhor acha que mesmo com essas melhorias na cidade, a elevação de preços foi rápida demais?
Shiller – Eu acho que sim. É algo que eu enfatizo em meu livro “Exuberância Irracional”, que começou falando de bolhas no mercado de ações e foi atualizado para incluir as bolhas imobiliárias. Uma coisa que acontece durante as bolhas é que as pessoas se apegam a alguma estória dramática como “as Olimpíadas estão chegando”, e aquela estória vai sendo enfatizada desproporcionalmente durante a formação da bolha. As pessoas gostam de ouvir esse tipo de estória, porque isso as encoraja. Antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos, nos anos 90, houve gente dizendo que a cidade seria revitalizada e que os imóveis iam se valorizar. Bem, eles podem ter valorizado um pouco, mas não houve um efeito duradouro e permanente.
EXAME.com – OK, então como investimentos os imóveis não são tão eficientes. Mas comprar uma casa para morar é fundamental na vida de uma pessoa? É uma base importante para uma família?
Shiller – Para algumas pessoas, sim. A casa dá uma base estável, vizinhos estáveis e um senso de comunidade. Eu acho bom, eu tenho uma casa. É razoável para muita gente. Por outro lado, eu conheço famílias que vivem em apartamentos alugados e sim, talvez elas sejam espertas. Porque o aluguel, na verdade, liberta você. Você perde o senso de comunidade e de permanência, mas está livre do trabalho de manter uma casa e ganha mobilidade. Isso significa poder aceitar um novo emprego em outro lugar mais rapidamente, é só pegar suas coisas e ir. Além disso, se você mora de aluguel, você pode investir seu dinheiro em outras aplicações e diversificar muito melhor.
EXAME.com – Quais são os motivos certos para se comprar uma casa?
Shiller – Há certos tipos de propriedade que só costumam estar disponíveis para venda, que não são alugadas facilmente, como uma linda casa em um bosque, por exemplo. Ou então se você sonha com uma linda casa com jardim em um determinado lugar, que seus filhos e depois seus netos vão visitar. Pode ser que você viva pelo resto da sua vida naquela casa, e eu acho que isso tem grande apelo para as pessoas. O problema é que essa permanência pode não funcionar, porque você pode perder seu emprego, ou ter uma oportunidade em outro lugar, e aí você vai acabar tendo que vender a sua casa de qualquer forma. Não entrar nessa pode lhe garantir mais sucesso. Mas o importante é não comprar porque você acha que o imóvel vai se valorizar. Porque é isso que as pessoas pensam, especialmente agora, e eu acho que isso é um erro. O mercado de ações tem um histórico muito melhor de valorização e permite diversificação.
EXAME.com – Muita gente que vive no Rio e em São Paulo quer comprar uma casa para morar, e não como um investimento. O que essas pessoas deveriam fazer? O senhor acha que elas deveriam esperar um pouco para ver o que acontece com os preços, ou elas devem comprar sem se preocupar caso o imóvel se desvalorize depois?
Shiller – Se você tem visão de longo prazo, vai ficar naquela casa por muitos anos e realmente quer comprar, eu consigo imaginar comprar agora. Porque nós realmente não sabemos para onde vão os preços – eles podem subir mais e depois apenas voltar para o patamar atual. Eu não quero aconselhar as pessoas a fazerem algo diferente daquilo que elas sentem que devem, porque se você quer um tipo específico de residência, então talvez deva comprá-la. Você só vive uma vez, e se você sonha com uma linda casa com bons vizinhos e uma comunidade, isso é um sonho valioso. E eu acho que nós jamais saberemos com alguma certeza para onde vão os preços dos imóveis residenciais. Eu acho que é preciso pensar, antes de tudo, sobre que tipo de vida você quer e como a sua família vai ficar bem. É verdade que eu acho que alguém que compre um imóvel no Rio agora pode perder dinheiro se os preços dos imóveis sofrerem uma correção para baixo. Mas eu não sei. Esse é o ponto. É arriscado, é desconhecido. As pessoas devem pensar que é um investimento arriscado, mas não ter medo demais, se é isso que elas realmente querem.
EXAME.com – O senhor acha que há problemas no mercado imobiliário residencial de São Paulo também? Ou só o Rio preocupa?
Shiller – São Paulo não teve uma alta tão forte quanto o Rio, mas está perto. As duas cidades são parecidas no sentido de que são cidades famosas. E cidades famosas tendem a ter mais bolhas, porque as pessoas acham que elas podem valer muito. Há uma boa chance de que São Paulo e Rio continuem se valorizando por mais alguns anos e que depois os preços desabem, mas em seguida voltem a se recuperar. Como numa montanha-russa. Mas eventualmente você terá que vender a sua casa, e você não sabe como vão estar os preços quando isso ocorrer.
EXAME.com – Qual é o comportamento normal dos preços no mercado imobiliário residencial? É subir e descer como uma montanha-russa? Como seria uma alta de preços “normal” no mercado imobiliário?
Shiller – Ninguém sabe realmente. Na maior parte dos países, ninguém coletou dados sobre o comportamento do mercado imobiliário. Quando eu criei meus índices de preços de imóveis Case-Shiller, nos Estados Unidos, virtualmente não havia índices de preços. No Brasil, não havia nada até o lançamento do Índice FipeZap, não é incrível? Eu acho que a cultura está mudando, nós estamos ficando mais especulativos em relação a imóveis residenciais. Esse mercado geralmente não se movia como uma montanha-russa. Isso é tão novo que não dá para saber o que é padrão e usual.
EXAME.com – Se isso é novo, como era antes?
Shiller – Parece que as bolhas eram mais regionais. Nos Estados Unidos havia bolhas imobiliárias, mas costumavam envolver lotes, terrenos vazios. Esse fenômeno remonta aos anos de 1700, mas eram isolados, não eram grandes eventos. Todas essas bolhas estouraram, eventualmente. Mas agora elas estão mais difusas e frequentes, e não envolvem mais apenas terrenos, mas sim casas já construídas. Os níveis de entusiasmo e excitação subiram muito. As bolhas estão estourando com mais frequência. Eu acho que isso tem muito a ver com o fato de que nós não temos mais esperanças no socialismo. Nós pensamos que, estando em um mercado livre, devemos cuidar de nós mesmos, pois ninguém vai se certificar de que tenhamos um lugar para morar. Há um medo subjacente que guia as pessoas agora.
EXAME.com – Pensando agora um pouco nas finanças comportamentais, qual é, na sua opinião, a atitude mais inteligente que o pequeno investidor pode ter em relação ao mercado e aos seus investimentos? Se os mercados são irracionais e se nós aparentemente não conseguimos aprender nada com as crises, as bolhas, ou mesmo nossos próprios erros, quais são as chances de o pequeno investidor não deixar suas emoções atrapalharem?
Shiller – Pode soar meio chato, mas diversificação é o segredo. Não pôr todos os ovos na mesma cesta. Há ações, títulos de dívida, commodities, fazendas, imóveis – mas imóveis são apenas um item na lista. Infelizmente, o investimento em imóveis é diferente dos outros, pois acaba prendendo você. É melhor que você sinta feliz naquela casa, e não sentir que criou uma prisão para si mesmo. O imóvel força você a colocar quase todo o seu dinheiro ali, o que o deixa exposto a muito risco. Você pode sentir que não quer morar de aluguel, mas pense a respeito, porque o aluguel vai proteger você e poupá-lo de um monte de transtornos que vão consumir seu tempo.
EXAME.com – Eu gostaria de falar um pouco sobre o seu último livro, “Finanças para uma Boa Sociedade”. Quais são os limites do Capitalismo Financeiro e quem os estabelece? Onde a contribuição dele para a sociedade termina, e a ganância, a irracionalidade e o objetivo de ganhar dinheiro começam?
Shiller – O Capitalismo Financeiro agora varre o mundo, porque se descobriu que ele traz prosperidade a muita gente. O problema é que ele não parece dividir essa prosperidade igualmente, e nós temos visto uma elevação na desigualdade em muitos lugares ao redor do mundo. Quem trabalha com finanças costuma ter sucesso e ganhar muito dinheiro. Mas nós também precisamos de cientistas, médicos e professores, profissões críticas para uma sociedade bem-sucedida. Talvez os financistas venham recebendo recompensas altas demais, e pode haver uma certa bolha nos empregos nessa área, que pode sofrer uma correção. Se não, eu acho que os governos deveriam fazer algo para manter um certo nível de igualdade econômica. Nós não podemos deixar isso chegar longe demais. Deveria haver um plano para lidar com desigualdades crescentes.
EXAME.com – Mas como o governo poderia fazer algo para manter essa igualdade econômica? Quem serão as pessoas que vão fazer parte desses governos? Elas não podem estar relacionadas à indústria financeira, certo?
Shiller – Há uma série de questões a se trabalhar. Uma delas é o poder político da indústria financeira. As pessoas precisam reconhecer que o país pertence ao povo, e não a uma minoria. E nós temos que evitar que algumas pessoas desenvolvam um sentimento de posse sobre o país. Anos atrás eu escrevi que cada país deve ter um plano do que fazer caso a desigualdade piore. Esse plano deveria consistir em efetivamente aumentar os impostos para os mais ricos no futuro. Nós deveríamos costurar esse plano agora, e não esperar que a desigualdade piore, senão será muito mais difícil de corrigir. Eu me preocupo que nos próximos dez, 20, 30 anos o mundo esteja muito mais desigual. E a principal esperança será que os governos do mundo, juntos, elevem os impostos dos mais ricos. Não é para impedi-los de serem ricos, e sim para pôr limites,  para não ficar muito maluco.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cidadania Italiana

A cidadania italiana é passada pelo descendente de italiano sem limite de gerações e como no meu caso, pela linha materna mas para isso, é necessário entrar com uma ação judicial na Itália para os filhos de mulheres italianas nascidos antes de 01/01/1948.

Tem mais ou menos um ano que descobri alguns documentos de uma bisavó minha que era filha de italianos, para ser mais preciso, o documento era uma certidão de óbito que fazia referência aos pais que eram italianos. Abaixo vou relatar de forma resumida os passos que fiz até o momento. 

Depois de um tempo, essa mesma tia me trouxe a certidão de óbito da minha trisavó confirmando que ela era originada da Itália e tive a certeza que deveria ir mais a fundo e tentar levantar o máximo de informações para montar esse quebra cabeça para realizar um desejo que sempre tive, que era de poder desfrutar na minha aposentadoria de morar na Europa e obter inclusive financiamento ( bem melhor do que aqui) visando comprar uma casa na Itália e aluga-la enquanto estiver morando aqui no Rio de Janeiro. 

Além dos preços dos imóveis absurdos no Rio de Janeiro e qualidade de vida bem precária comparada aos países de primeiro, isso foi me estimulando a pesquisar mais e mais pela maior quantidade possível dos documentos e fui me organizando. 

O primeiro passo foi conversar com as pessoas vivas que tiveram algum contato com os antepassados e descobrir onde viviam e acabei dando muita sorte, a maioria dos documentos no Brasil desses antepassados italianos estavam em uma cidade do interior de Minas. 

Liguei para o cartório e levantei muitas informações e descobri o nome do meu trisavô e a província (região) que ele nasceu, faltava a comune (cidade na Itália) e a data de nascimento, data do casamento, enfim, faltava muita coisa mas estava ficando mais viável a cidadania. 

A região do meu antepassado é o Veneto que fazia parte da Áustria até 1866 e depois foi integrada a Itália, a província se chama Rovigo, a comune se chamava Contarina e se juntou a Donada mudando de nome para Porto Viro em 1995. Em um site sobre imigrantes italianos, descobri o outro site que posto abaixo, onde consegui praticamente todas as informações que faltava.


Depois de localizar os dados, entrei em contato com a Comune e a Diocese, locais em que você poderá solicitar as documentações ou mesmo, no meu caso, solicitar um pesquisador para focar mais na localização de documentos nas paróquias, pois a maioria dos documentos civis só começou a ser disponibilizada nas comunes em setembro de 1871.

No meu caso, meu trisavô nasceu na Áustria, região Veneto em 1865, hoje Itália e os documentos só seriam conseguidos através das paróquias, entrei em contato com o pesquisador da Diocese que era responsável pelas paróquias da comune do meu trisavô e em cerca de um mês foram localizados, as certidões de nascimento e casamento dos meus trisavós. 

Recebi na quarta as cópias desses documentos escaneados e os originais vão ser enviados amanhã, custo disso foi de 278 euros e quando chegar meus documentos, vou falar dos próximos passos, como retificações de documentos, legalizações etc..

Um abraço e espero que tenham gostado e que seja útil para os leitores e amigos do Blog.

domingo, 24 de março de 2013

Resposta OPA - Arteris

Enviei um e-mail sobre uma dúvida sobre a possibilidade de OPAque surgiu no último resultado da ARTR3 e transcrevo a pergunta e  a resposta abaixo:

Olá Fábio,

Conforme você bem observou está em andamento o processo da OPA junto à CVM. Essa OPA acontece em linha com os direitos de Tag Along de nossos minoritários, garantidos por conta da operação ocorrida entre Abertis, Brookfield e OHL S/A. No entanto, os novos controladores já deixaram clara a posição de que a intenção é manter a Arteris como uma companhia de capital aberto, listada na Bovespa.

De todo modo, a companhia deixa claro também que vai cumprir a norma, e oferecer aos minoritários as mesmas condições oferecidas no momento da transferência indireta do controle. Dessa forma, já foram protocolados na CVM e estão disponíveis para consulta, tanto a Minuta do Edital da oferta, quanto um detalhamento do racional do preço a ser oferecido. Para consultar tais documentos, você pode acessar:

www.cvm.gov.br -> Menu “Acesso Rápido” -> OPAs -> EM ANÁLISE -> ARTERIS S.A.

ou

www.arteris.com.br/ri -> Menu “Divulgações e Resultados” -> Comunicados e Fatos -> Outras Informações -> “Informações sobre Oferta Pública – Edital” e “Informações sobre Oferta Pública – Demonstração Justificada do Preço”

Caso reste alguma dúvida não hesite em nos consultar novamente. Estamos à disposição tanto por e-mail quanto por telefone.

Att,

Marcelo Korber
Relações com Investidores
Rua Joaquim Floriano, 913 – 5º andar
Itaim Bibi – São Paulo (SP) - CEP 04534-013
Tel: (11) 3074-2415


 gostaria de saber se a Arteris vai fechar o capital ou não, tendo em vista mensagem no último balanço do 4T12 abaixo:

´´OPA e Tag Along:
Considerando que, após sua conclusão, a operação de aquisição resultou na transferência indireta do controle da Companhia, Partícipes em Brasil e Brookfield protocolaram perante a Comissão de valores Mobiliários (CVM), o pedido de registro para uma oferta pública (OPA) visando a aquisição de até a totalidade das Ações de emissão da Arteris, em linha com o Regulamento do NovoMercado da BMF&BOVESPA que garante direitos de Tag Along para os nossos acionistas minoritários. A minuta do edital da OPA encontra-se em análise pela CVM e está disponível no website da autarquia, além do website da Arteris´´

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

As 10 Regras de Bob Farrell

As 10 regras de Bob Farrell

1. Mercados tendem a voltar à média ao longo do tempo
Quando ações vão muito longe em uma direção, voltam. Euforia e pessimismo podem confundir a cabeça das pessoas. É fácil ser pego no calor do momento e perder a perspectiva.

2. Excessos em uma direção levarão a excessos opostos na outra direção
Pense na base de referência do mercado como se estivesse presa a um elástico. Qualquer ação muito grande em uma direção trará você não apenas de volta à referência, mas levará a um exagero na direção oposta.

3. Não existem novas eras – excessos nunca são permanentes
Qualquer que seja o último setor “quente”, acaba esquentando demais, retorna à média e exagera a correção. Na medida que a febre vai sendo construída, um coro de “esta vez é diferente” será ouvido, mesmo que essas palavras exatas não sejam usadas. E é claro que ela – a Natureza Humana – nunca é diferente.

4. Mercados com quedas ou altas exponenciais costumam ir mais longe do que você imagina, mas eles não são corrigidos com movimentos de lado.
Não importa quão “quente” seja um setor, não espere que uma planície corrija os excessos. Lucros são realizados com vendas, e isso invariavelmente leva a uma correção significativa.

5. O público compra mais no topo e menos no fundo
Esse é o motivo pelo qual investidores com mentalidade contrária podem fazer um bom dinheiro se seguirem os indicadores de sentimento e tiverem um bom timing.

6. Medo e cobiça são mais fortes que firmeza de longo prazo
Investidores podem ser seus piores inimigos, particularmente quando a emoção toma conta. Ganhos “nos fazem exuberantes; incrementam o bem estar e promovem otimismo,” diz o professor de finanças da Universidade de Santa Clara Meir Statman. Seus estudos de comportamento do investidor mostram que “perdas trazem tristeza, desgosto, medo, arrependimento. O medo aumenta a percepção de risco e alguns reagem se afastando.

7. Mercados são mais fortes quando abrangentes e mais fracos quando limitados a poucas grandes empresas
Daí amplitude e volume serem tão importantes. Pense nesses indicadores como força em números. Momentum amplo é difícil de ser contid. Fique atento quando o momentum se limita a um pequeno número de ações.

8. Mercados em queda têm três estágios – queda, recuperação reflexiva e continuidade da tendência fundamental de queda
Mesmo com esses ralis esporádicos, ainda veremos a longa etapa de continuidade baseada em fundamentos da queda do mercado.

9. Quando todos os experts e previsões concordam – algo diferente vai acontecer
Como Stovall, o estrategista de investimentos da S&P, coloca: “Se todo mundo está otimista, quem sobrou para comprar? Se todo mundo está pessimista, quem sobrou para vender?”
Ir contra a manada, como Farrell repetidamente sugere, pode ser muito lucrativo, especialmente para compradores pacientes que fazem caixa em mercados eufóricos e reinvestem quando o sentimento é mais obscuro.

10. Mercados em tendência de alta são mais divertidos que mercados em tendência de queda
Especialmente se você tem um mandato para ficar todo tempo investido. Aqueles com planos mais flexíveis podem eventualmente sorrir nas duas situações.

Bob Farrell é um veterano de Wall Street, que baseia-se em cerca de 50 anos de experiência em elaborar suas regras de investimento. Depois de terminar um programa de mestrado na Columbia Business School, Bob Farrell começou como um analista técnico da Merrill Lynch em 1957. Mesmo quando Farrell estudou análise fundamental sob Gramm e Dodd, ele se virou para análise técnica, depois de perceber que havia mais do que os preços das ações balanços e demonstrações de resultados. Farrell se tornou um pioneiro em estudos de sentimento e psicologia do mercado. Suas 10 regras sobre investimento a partir da experiência pessoal com mercados maçantes, bull markets, bear markets, falhas e bolhas. Em suma, Farrell já viu de tudo e viveu para contar a história.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Imóveis no Brasil e a valorização absurda

Primeiramente vamos falar um pouco do crédito no Brasil através do relatório da S&P abaixo:


Relatório da S&P mostra preocupação com crédito
Uma das fontes de preocupação para o setor o relatório divulgado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o BICRA (Bank Industry Country Risk Asessment). Apesar de mostrar otimismo com a alavancagem moderada do País e a baixa exposição dos bancos em empréstimos de alto risco, a agência ressaltou a alavancagem das famílias e a resultante carga do serviço da dívida como uma fonte de preocupação.
Apesar de reafirmar o país no chamado grupo "4", eles destacam que o PIB per capita no Brasil é bem menor do que as outras nações que fazem parte do grupo, o que pode afetar o endividamento das famílias. "Além disso, as altas taxas de juros, pelas métricas internacionais, somadas ao rápido crescimento do crédito têm resultado em altos níveis do serviço da dívida das famílias", afirma a agência.
Nos últimos anos, aponta, as taxas de juros têm diminuído gradualmente, reduzindo recentemente a tendência de elevação nos serviços da dívida das famílias. No entanto, outro ciclo de rápida expansão do crédito poderia reverter essa tendência, da mesma forma que as mudanças na Selic, pontua a S&P.
fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2701502/acoes-construtoras-destacam-ibovespa-liderarem-perdas-indice
Pois bem, o crédito de uns 5 anos para cá foi estimulado e o setor de construção de civil certamente foi o grande ator e com juros caindo, os preços dos imóveis foi subindo, subindo a preços assustadores e os salários acompanharam esse aumento? 
Agora vamos a questão dos salários através da matéria do jornal O globo abaixo:
Em janeiro de 2008, quem procurava imóvel para comprar no Rio pagava, em média, R$ 3.851,18 pelo metro quadrado, segundo dados do FipeZap, que pesquisa os preços dos imóveis anunciados na cidade. Hoje, esse valor gira em R$ 8.636,39. Um salto de 124,2%. No caso do aluguel, o aumento foi menor. Mas não menos significativo. Enquanto há cinco anos, a locação média do metro quadrado na cidade custava R$ 23,74 (ou R$ 2.374 para alugar um imóvel de 100 metros quadrados), hoje ela está em R$ 39,21 (ou R$ 3.921 pelo mesmo apartamento de 100 metros quadrados), em alta de 65,2%. Mas e os salários, considerando-se que o governo tem apostado na compra da casa própria como um instrumento de crescimento econômico?
Segundo dados do IBGE, em janeiro de 2008 a renda média do trabalhador da Região Metropolitana do Rio era de R$ 1.519,65. Em janeiro deste ano, esse valor passou para R$ 1.902,80, ou 24,2% a mais. Ou seja, em cinco anos, o metro quadrado do imóvel para compra e venda no Rio subiu quatro vezes mais que a renda média do trabalhador. E o metro quadrado do aluguel, mais do que o dobro. Na prática, isso quer dizer que mesmo com a redução de juros verificada neste período, quem deixou para comprar imóvel agora vai ter uma dificuldade muito maior para financiar.
— Não existe redução de juros capaz de compensar a valorização que os imóveis tiveram nesse período — diz o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec. — De 2008 para cá, os juros caíram de 10% a 15%, o que é muito inferior ao aumento do metro quadrado.
A pedido do Morar Bem, Braga fez uma simulação usando os preços médios de um três-quartos no Leblon divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-Rio). Enquanto em janeiro de 2008, o imóvel custava R$ 680 mil, hoje ele gira em torno dos R$ 2,5 milhões. Assim, se alguém financiasse este imóvel em 30 anos com juros de 10%, pagaria prestação mensal de R$ 5.761,47, a partir de 2008. Hoje, considerando o novo preço e taxa de 9%, essa prestação seria de R$ 20.083,25 — 248% a mais.
— Em 2008 já se falava em preços proibitivos, mas quem comprou fez o melhor investimento da vida, porque a valorização foi muito superior ao dos ativos financeiros de médio e baixo riscos. O mercado imobiliário explodiu, e o financeiro mergulhou numa crise que ainda faz estragos. Muitos dos que tinham condições e não compraram devem se arrepender, pois não conseguiriam comprar agora — avalia Braga.
No Leblon, aluguel aumentou até 233% em cinco anos
Diretor de Business Intelligence do Zap, Caio Graco Bianchi lembra que a supervalorização dos imóveis no Rio foi motivada por uma série de fatores: maior acesso ao crédito, redução dos juros, investimentos em infraestrutura capitaneados pelos grandes eventos esportivos e a estabilidade econômica.
— No Rio especificamente, havia tremenda limitação de financiamento. Quando o acesso ao crédito se tornou mais fácil, a mesma renda passou a comprar mais e isso ajudou a elevar os preços. Nos bairros em que há menos ofertas, os valores ficaram proibitivos.
Esse movimento acabou se refletindo nos valores dos aluguéis, que também passaram por forte alta nos últimos cinco anos.
— O aluguel subiu acompanhando o mercado imobiliário. Mas ele está sujeito também às questões de mobilidade da cidade, que passa por um momento complicado nesse setor. Em bairros como Copacabana, que têm Metrô e muitas linhas de ônibus, a locação fica ainda mais cara — diz Braga.
Esse salto nos preços dos aluguéis foi notadamente mais forte em alguns bairros da Zona Sul da cidade. Pegando como exemplo os preços médios para locação de um imóvel de três quartos no Leblon, em janeiro de 2008 e deste ano, percebe-se um aumento de 233%: de R$ 2.760 para R$ 9.162.
— Quando nós comparamos esse valor com o aumento da prestação do financiamento de um imóvel do mesmo tipo, que subiu 248% no período, percebemos que a diferença nos aumentos é mínima em termos percentuais — analisa o economista Gilberto Braga, do Ibmec. — Isso confirma que morar em bairros nobres do Rio ficou bem mais difícil. O luxo está muito caro.
Procura na Zona Sul segue aquecida
Ainda assim, a procura por esses imóveis, tanto para compra quanto para locação, continua aquecida e, segundo dados do Zap Imóveis, até cresceu no último ano. Na chamada Zona Sul 1, que reúne os bairros de Ipanema, Leblon, Gávea, Lagoa, Jardim Botânico, São Conrado, Copacabana e Leme, a busca por imóveis aumentou 32% no ano passado. Enquanto em janeiro de 2012, as buscas por imóveis nessas regiões representavam 19,05% dos contatos realizados com os vendedores do portal, em dezembro, elas totalizaram 25,15%, um patamar que não era atingido desde dezembro de 2010.
— Não há como saber se esses negócios foram fechados ou não. Mas o fato é que o interesse nessa região continua crescendo e, com isso, os preços seguem em alta. Até porque a oferta nessa região ainda é pequena — diz Caio Graco Bianchi, diretor de Business Intelligence do Zap.
Na chamada Zona Sul 2, que reúne os bairros de Humaitá, Botafogo, Urca, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Catete, a procura também cresceu: de 11,66% em janeiro do ano passado para 14,71% no mês de dezembro. Já na Barra da Tijuca, a procura se manteve praticamente estável, indo de 19,16% para 19,88%.
— Em meados de 2011, a gente até percebeu um aumento na busca por imóveis na Zona Norte, e na região de Jacarepaguá e Grande Méier, enquanto nas Zonas Sul 1 e 2 houve queda. Talvez tenha sido uma reação ao patamar proibitivo de preços dos imóveis nas zonas mais caras — avalia Bianchi.
Para o executivo, a retomada do interesse nesses bairros ano passado pode ser explicada pela desaceleração na alta dos imóveis, já que em lugares como Leblon e São Conrado os aumentos dos preços foram menores do que a média da cidade em 2012, que fechou o ano em 15%.
Fica claro através da matéria que estamos vivendo um período irreal e mais irreal ainda em se tratando de Brasil, onde estamos na posição de número 85 no ranking do IDH, com os valores praticados no mercado nacional inflado, certamente poderíamos comprar em muitos dos principais países com o melhor índice de desenvolvimento humano do mundo. Já sei, vão falar das Olimpíadas, da Copa do Mundo e alguém realmente acredita que em 3 anos o Brasil vai sair dessa posição ridícula do IDH e ficar entre os 10 primeiros? Acreditam que a qualidade da segurança e do transporte vai se transformar da noite para o dia em uma Suiça? Onde estive em 2011 e fiquei maravilhado, alias Suiça seria pedir o impossível, estive em  Portugal e na Espanha ano passado e posso dizer com segurança que mesmo esses dois países passando por dificuldade, estamos longe e digo muito longe dessas questões como segurança e transporte e os imóveis estão certamente pelo valor de 1/3 do mercado nacional.

IDH – Brasil aparece em 85° no ranking de países
Fonte: “http://www1.folha.uol.com.br/poder/1246173-avaliacao-e
-injusta-com-brasil-afirmam-ministros-sobre-idh.shtml”
14/03/2013 - 13h53

'Avaliação é injusta com Brasil', afirmam ministros sobre IDH

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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

O governo federal questionou os dados utilizados pelas Nações Unidas para o cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) brasileiro e afirmou que o resultado é "injusto" diante dos avanços ocorridos no país nos últimos anos.
"A questão é: os dados brasileiros estão incorretos. A avaliação é injusta com o Brasil", afirmou a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (14).
A principal reclamação refere-se ao fato de o Pnud ter desconsiderado 4,8 milhões de crianças, entre 5 e 6 anos, que já iniciaram sua atividade escolar, e que teriam ficado de fora do relatório por falha técnica -- as Nações Unidas não consideraram a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.
Com isso, o indicador dos anos de escolaridade esperados (o tempo que uma pessoa permanece na escola no Brasil) permaneceu igual entre 2000 e 2010 - 14,2 anos.
Alan Marques/Folhapress
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
POSIÇÕES
Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), se esse indicador fosse atualizado, o Brasil subiria 20 posições no ranking - o país ficou em 85º na lista divulgada nesta quinta-feira. Para ele, os cálculos referentes à educação ficaram "totalmente distorcidos".
"Se estamos tão bem no emprego, se distribuímos renda, se reduzimos de forma destacada internacionalmente a população de extrema pobreza, por que o indicador de IDH não reflete tudo isso que fizemos? Isso dá uma distorção brutal. A situação do Brasil é de estagnação quando houve uma inquestionável evolução", disse Mercadante.
O Pnud assume que parte dos dados é antiga (de 2010 e 2005), mas que os usa por isonomia com outros países, única forma de poder comparar o Brasil com o resto do mundo.
"Nós recebemos esse relatório com sentimento dividido: de um lado o relatório qualitativo é bastante justo com o esforço que o Brasil vem fazendo [...] e por outro lado os indicadores continuam parados no mesmo lugar", completou a ministra Tereza Campello.
Segundo os ministros, técnicos do governo discutirão com o Pnud a fonte dos dados utilizados para o IDH. Esta não é a primeira vez que o Brasil aponta falhas no cálculo do indicador.
Editoria de Arte/Folhapress
Veja o ranking completo dos países de acordo com o seu IDH
Veja o ranking completo dos países de acordo com o seu IDH


segunda-feira, 4 de março de 2013

Longo Prazo não é para qualquer um

Matéria interessante que posto abaixo e responde um pouco sobre a ansiedade de alguns investidores sobre momentos de incertezas, onde devemos agir sempre com racionalidade e manter a estratégia independente das opiniões contrárias.




Warren Buffett publica carta de investimento anual e lembra importância do longo prazo

De acordo com o maior investidor do mundo, as empresas americanas vão bem a longo prazo e as bolsas de valores também

Por Arthur Ordones 
A A A
SÃO PAULO - O megainvestidor Warren Buffettpublicou  a sua tão esperada carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway, com balanços sobre o ano passado e as perspectivas para 2013.
Como é comum nas cartas de Buffett, ele ressaltou a importância de investir pensando no longo prazo.  “Reveses periódicos irão ocorrer sim, mas os investidores e gestores estão em um jogo que está totalmente voltado em seu favor. O índice Dow Jones Industriais avançou de 66 pontos para 11.497 pontos no século 20, um aumento vertiginoso de 17,320%, que se materializou apesar de quatro guerras custosas, uma grande depressão e muitas recessões. E não podemos esquecer também que os acionistas receberam dividendos substanciais ao longo do século também.”
Buffet lembrou que os riscos de estar fora do jogo são enormes quando comparados com o risco de estar dentro dele. “Minha própria história é um exemplo dramático: eu fiz a minha primeira compra de ações na primavera de 1942, quando os EUA estavam sofrendo grandes perdas provenientes da guerra. A cada dia as manchetes apontavam mais contratempos. Mesmo assim, não houve conversa sobre incerteza...”, contou. “O sucesso do país desde aquela época perigosa confunde a mente: em uma base ajustada pela inflação, o PIB per capta mais do que quadruplicou entre 1941 e 2012. Durante todo esse período, a cada manhã tem sido incerto. O destino da América, no entanto, sempre foi claro: cada vez mais abundância”, completou.
Warren Buffett publica a sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway (Jim Urquhart/Reuters)
Warren Buffett publica a sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway (Jim Urquhart/Reuters)
Posições do fundoO investidor justificou a posição de seu fundo nas empresas norte-americanas BNSF e MidAmerican Energia que, segundo ele, irão continuar desempenhando papéis importantes na economia americana por mais, pelo menos, cem anos. Segundo ele, cada uma delas tem poder aquisitivo que, mesmo sob condições terríveis, cobre amplamente os seus requisitos de juros.
Em relação à MidAmerican, tem dois fatores-chave que asseguram a capacidade de serviço da dívida em todas as circunstâncias: a resistência a recessão da companhia, que é alta, e sua grande diversidade de ganhos correntes, que a protege de ser seriamente prejudicada por qualquer órgão regulador único.
Sobre a BNSF, ele explica: “tudo o que você pode ter ouvido falar sobre infraestrutura decadente do nosso país, nada se aplica a BNSF ou ferrovias em geral. O sistema ferroviário da América nunca esteve em melhor forma, e isso é uma consequência de grandes investimentos por parte da indústria. Não estamos, no entanto, descansando: a BNSF vai gastar cerca de quatro bilhões de dólares em ferrovia em 2013, que representa aproximadamente o dobro da taxa de depreciação de qualquer ferrovia em um único ano”.
Aquisição de jornais diáriosWarren Buffett contou também em sua carta anual que a Berkshire Hathaway adquiriu 28 jornais diários nos últimos 15 meses, a um custo de 344 milhões de dólares. Apesar de sempre falar que a circulação e a publicidade dos jornais estão determinadas a declinar e que as propriedades que eles vêm adquirindo ficaram muito aquém de satisfazer as necessidades deles, Buffett afirmou que adora jornais e que enquanto eles fizerem sentido, economicamente falando, eles vão continuar adquirindo-os.
“Antes da televisão e da Internet, os jornais eram a principal fonte para uma incrível variedade de notícias, um fato que os fez indispensáveis para uma percentagem muito elevada da população. Se seus interesses eram internacionais, nacionais, locais, esportes ou cotações financeiras, o jornal certamente foi o primeiro a dizer-lhe as últimas novidades.”
Dividendos
O megainvestidor escreveu ainda que um grande número de acionistas da Berkshire, incluindo alguns amigos dele, gostaria que a empresa pagasse dividendos em dinheiro. Ele explicou que uma empresa lucrativa pode alocar seus ganhos de várias maneiras (que não são mutuamente exclusivas). A empresa deve primeiro analisar as possibilidades de reinvestimento oferecidas por seu negócio atual, os projetos para se tornarem mais eficientes, expandir territorialmente, ampliar e melhorar as linhas de produto ou outra forma de alargar o fosse econômico que separa a empresa de seus concorrentes.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2692664/warren-buffett-publica-carta-investimento-anual-lembra-importancia-longo-prazo