domingo, 24 de março de 2013

Resposta OPA - Arteris

Enviei um e-mail sobre uma dúvida sobre a possibilidade de OPAque surgiu no último resultado da ARTR3 e transcrevo a pergunta e  a resposta abaixo:

Olá Fábio,

Conforme você bem observou está em andamento o processo da OPA junto à CVM. Essa OPA acontece em linha com os direitos de Tag Along de nossos minoritários, garantidos por conta da operação ocorrida entre Abertis, Brookfield e OHL S/A. No entanto, os novos controladores já deixaram clara a posição de que a intenção é manter a Arteris como uma companhia de capital aberto, listada na Bovespa.

De todo modo, a companhia deixa claro também que vai cumprir a norma, e oferecer aos minoritários as mesmas condições oferecidas no momento da transferência indireta do controle. Dessa forma, já foram protocolados na CVM e estão disponíveis para consulta, tanto a Minuta do Edital da oferta, quanto um detalhamento do racional do preço a ser oferecido. Para consultar tais documentos, você pode acessar:

www.cvm.gov.br -> Menu “Acesso Rápido” -> OPAs -> EM ANÁLISE -> ARTERIS S.A.

ou

www.arteris.com.br/ri -> Menu “Divulgações e Resultados” -> Comunicados e Fatos -> Outras Informações -> “Informações sobre Oferta Pública – Edital” e “Informações sobre Oferta Pública – Demonstração Justificada do Preço”

Caso reste alguma dúvida não hesite em nos consultar novamente. Estamos à disposição tanto por e-mail quanto por telefone.

Att,

Marcelo Korber
Relações com Investidores
Rua Joaquim Floriano, 913 – 5º andar
Itaim Bibi – São Paulo (SP) - CEP 04534-013
Tel: (11) 3074-2415


 gostaria de saber se a Arteris vai fechar o capital ou não, tendo em vista mensagem no último balanço do 4T12 abaixo:

´´OPA e Tag Along:
Considerando que, após sua conclusão, a operação de aquisição resultou na transferência indireta do controle da Companhia, Partícipes em Brasil e Brookfield protocolaram perante a Comissão de valores Mobiliários (CVM), o pedido de registro para uma oferta pública (OPA) visando a aquisição de até a totalidade das Ações de emissão da Arteris, em linha com o Regulamento do NovoMercado da BMF&BOVESPA que garante direitos de Tag Along para os nossos acionistas minoritários. A minuta do edital da OPA encontra-se em análise pela CVM e está disponível no website da autarquia, além do website da Arteris´´

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

As 10 Regras de Bob Farrell

As 10 regras de Bob Farrell

1. Mercados tendem a voltar à média ao longo do tempo
Quando ações vão muito longe em uma direção, voltam. Euforia e pessimismo podem confundir a cabeça das pessoas. É fácil ser pego no calor do momento e perder a perspectiva.

2. Excessos em uma direção levarão a excessos opostos na outra direção
Pense na base de referência do mercado como se estivesse presa a um elástico. Qualquer ação muito grande em uma direção trará você não apenas de volta à referência, mas levará a um exagero na direção oposta.

3. Não existem novas eras – excessos nunca são permanentes
Qualquer que seja o último setor “quente”, acaba esquentando demais, retorna à média e exagera a correção. Na medida que a febre vai sendo construída, um coro de “esta vez é diferente” será ouvido, mesmo que essas palavras exatas não sejam usadas. E é claro que ela – a Natureza Humana – nunca é diferente.

4. Mercados com quedas ou altas exponenciais costumam ir mais longe do que você imagina, mas eles não são corrigidos com movimentos de lado.
Não importa quão “quente” seja um setor, não espere que uma planície corrija os excessos. Lucros são realizados com vendas, e isso invariavelmente leva a uma correção significativa.

5. O público compra mais no topo e menos no fundo
Esse é o motivo pelo qual investidores com mentalidade contrária podem fazer um bom dinheiro se seguirem os indicadores de sentimento e tiverem um bom timing.

6. Medo e cobiça são mais fortes que firmeza de longo prazo
Investidores podem ser seus piores inimigos, particularmente quando a emoção toma conta. Ganhos “nos fazem exuberantes; incrementam o bem estar e promovem otimismo,” diz o professor de finanças da Universidade de Santa Clara Meir Statman. Seus estudos de comportamento do investidor mostram que “perdas trazem tristeza, desgosto, medo, arrependimento. O medo aumenta a percepção de risco e alguns reagem se afastando.

7. Mercados são mais fortes quando abrangentes e mais fracos quando limitados a poucas grandes empresas
Daí amplitude e volume serem tão importantes. Pense nesses indicadores como força em números. Momentum amplo é difícil de ser contid. Fique atento quando o momentum se limita a um pequeno número de ações.

8. Mercados em queda têm três estágios – queda, recuperação reflexiva e continuidade da tendência fundamental de queda
Mesmo com esses ralis esporádicos, ainda veremos a longa etapa de continuidade baseada em fundamentos da queda do mercado.

9. Quando todos os experts e previsões concordam – algo diferente vai acontecer
Como Stovall, o estrategista de investimentos da S&P, coloca: “Se todo mundo está otimista, quem sobrou para comprar? Se todo mundo está pessimista, quem sobrou para vender?”
Ir contra a manada, como Farrell repetidamente sugere, pode ser muito lucrativo, especialmente para compradores pacientes que fazem caixa em mercados eufóricos e reinvestem quando o sentimento é mais obscuro.

10. Mercados em tendência de alta são mais divertidos que mercados em tendência de queda
Especialmente se você tem um mandato para ficar todo tempo investido. Aqueles com planos mais flexíveis podem eventualmente sorrir nas duas situações.

Bob Farrell é um veterano de Wall Street, que baseia-se em cerca de 50 anos de experiência em elaborar suas regras de investimento. Depois de terminar um programa de mestrado na Columbia Business School, Bob Farrell começou como um analista técnico da Merrill Lynch em 1957. Mesmo quando Farrell estudou análise fundamental sob Gramm e Dodd, ele se virou para análise técnica, depois de perceber que havia mais do que os preços das ações balanços e demonstrações de resultados. Farrell se tornou um pioneiro em estudos de sentimento e psicologia do mercado. Suas 10 regras sobre investimento a partir da experiência pessoal com mercados maçantes, bull markets, bear markets, falhas e bolhas. Em suma, Farrell já viu de tudo e viveu para contar a história.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Imóveis no Brasil e a valorização absurda

Primeiramente vamos falar um pouco do crédito no Brasil através do relatório da S&P abaixo:


Relatório da S&P mostra preocupação com crédito
Uma das fontes de preocupação para o setor o relatório divulgado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o BICRA (Bank Industry Country Risk Asessment). Apesar de mostrar otimismo com a alavancagem moderada do País e a baixa exposição dos bancos em empréstimos de alto risco, a agência ressaltou a alavancagem das famílias e a resultante carga do serviço da dívida como uma fonte de preocupação.
Apesar de reafirmar o país no chamado grupo "4", eles destacam que o PIB per capita no Brasil é bem menor do que as outras nações que fazem parte do grupo, o que pode afetar o endividamento das famílias. "Além disso, as altas taxas de juros, pelas métricas internacionais, somadas ao rápido crescimento do crédito têm resultado em altos níveis do serviço da dívida das famílias", afirma a agência.
Nos últimos anos, aponta, as taxas de juros têm diminuído gradualmente, reduzindo recentemente a tendência de elevação nos serviços da dívida das famílias. No entanto, outro ciclo de rápida expansão do crédito poderia reverter essa tendência, da mesma forma que as mudanças na Selic, pontua a S&P.
fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2701502/acoes-construtoras-destacam-ibovespa-liderarem-perdas-indice
Pois bem, o crédito de uns 5 anos para cá foi estimulado e o setor de construção de civil certamente foi o grande ator e com juros caindo, os preços dos imóveis foi subindo, subindo a preços assustadores e os salários acompanharam esse aumento? 
Agora vamos a questão dos salários através da matéria do jornal O globo abaixo:
Em janeiro de 2008, quem procurava imóvel para comprar no Rio pagava, em média, R$ 3.851,18 pelo metro quadrado, segundo dados do FipeZap, que pesquisa os preços dos imóveis anunciados na cidade. Hoje, esse valor gira em R$ 8.636,39. Um salto de 124,2%. No caso do aluguel, o aumento foi menor. Mas não menos significativo. Enquanto há cinco anos, a locação média do metro quadrado na cidade custava R$ 23,74 (ou R$ 2.374 para alugar um imóvel de 100 metros quadrados), hoje ela está em R$ 39,21 (ou R$ 3.921 pelo mesmo apartamento de 100 metros quadrados), em alta de 65,2%. Mas e os salários, considerando-se que o governo tem apostado na compra da casa própria como um instrumento de crescimento econômico?
Segundo dados do IBGE, em janeiro de 2008 a renda média do trabalhador da Região Metropolitana do Rio era de R$ 1.519,65. Em janeiro deste ano, esse valor passou para R$ 1.902,80, ou 24,2% a mais. Ou seja, em cinco anos, o metro quadrado do imóvel para compra e venda no Rio subiu quatro vezes mais que a renda média do trabalhador. E o metro quadrado do aluguel, mais do que o dobro. Na prática, isso quer dizer que mesmo com a redução de juros verificada neste período, quem deixou para comprar imóvel agora vai ter uma dificuldade muito maior para financiar.
— Não existe redução de juros capaz de compensar a valorização que os imóveis tiveram nesse período — diz o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec. — De 2008 para cá, os juros caíram de 10% a 15%, o que é muito inferior ao aumento do metro quadrado.
A pedido do Morar Bem, Braga fez uma simulação usando os preços médios de um três-quartos no Leblon divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-Rio). Enquanto em janeiro de 2008, o imóvel custava R$ 680 mil, hoje ele gira em torno dos R$ 2,5 milhões. Assim, se alguém financiasse este imóvel em 30 anos com juros de 10%, pagaria prestação mensal de R$ 5.761,47, a partir de 2008. Hoje, considerando o novo preço e taxa de 9%, essa prestação seria de R$ 20.083,25 — 248% a mais.
— Em 2008 já se falava em preços proibitivos, mas quem comprou fez o melhor investimento da vida, porque a valorização foi muito superior ao dos ativos financeiros de médio e baixo riscos. O mercado imobiliário explodiu, e o financeiro mergulhou numa crise que ainda faz estragos. Muitos dos que tinham condições e não compraram devem se arrepender, pois não conseguiriam comprar agora — avalia Braga.
No Leblon, aluguel aumentou até 233% em cinco anos
Diretor de Business Intelligence do Zap, Caio Graco Bianchi lembra que a supervalorização dos imóveis no Rio foi motivada por uma série de fatores: maior acesso ao crédito, redução dos juros, investimentos em infraestrutura capitaneados pelos grandes eventos esportivos e a estabilidade econômica.
— No Rio especificamente, havia tremenda limitação de financiamento. Quando o acesso ao crédito se tornou mais fácil, a mesma renda passou a comprar mais e isso ajudou a elevar os preços. Nos bairros em que há menos ofertas, os valores ficaram proibitivos.
Esse movimento acabou se refletindo nos valores dos aluguéis, que também passaram por forte alta nos últimos cinco anos.
— O aluguel subiu acompanhando o mercado imobiliário. Mas ele está sujeito também às questões de mobilidade da cidade, que passa por um momento complicado nesse setor. Em bairros como Copacabana, que têm Metrô e muitas linhas de ônibus, a locação fica ainda mais cara — diz Braga.
Esse salto nos preços dos aluguéis foi notadamente mais forte em alguns bairros da Zona Sul da cidade. Pegando como exemplo os preços médios para locação de um imóvel de três quartos no Leblon, em janeiro de 2008 e deste ano, percebe-se um aumento de 233%: de R$ 2.760 para R$ 9.162.
— Quando nós comparamos esse valor com o aumento da prestação do financiamento de um imóvel do mesmo tipo, que subiu 248% no período, percebemos que a diferença nos aumentos é mínima em termos percentuais — analisa o economista Gilberto Braga, do Ibmec. — Isso confirma que morar em bairros nobres do Rio ficou bem mais difícil. O luxo está muito caro.
Procura na Zona Sul segue aquecida
Ainda assim, a procura por esses imóveis, tanto para compra quanto para locação, continua aquecida e, segundo dados do Zap Imóveis, até cresceu no último ano. Na chamada Zona Sul 1, que reúne os bairros de Ipanema, Leblon, Gávea, Lagoa, Jardim Botânico, São Conrado, Copacabana e Leme, a busca por imóveis aumentou 32% no ano passado. Enquanto em janeiro de 2012, as buscas por imóveis nessas regiões representavam 19,05% dos contatos realizados com os vendedores do portal, em dezembro, elas totalizaram 25,15%, um patamar que não era atingido desde dezembro de 2010.
— Não há como saber se esses negócios foram fechados ou não. Mas o fato é que o interesse nessa região continua crescendo e, com isso, os preços seguem em alta. Até porque a oferta nessa região ainda é pequena — diz Caio Graco Bianchi, diretor de Business Intelligence do Zap.
Na chamada Zona Sul 2, que reúne os bairros de Humaitá, Botafogo, Urca, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Catete, a procura também cresceu: de 11,66% em janeiro do ano passado para 14,71% no mês de dezembro. Já na Barra da Tijuca, a procura se manteve praticamente estável, indo de 19,16% para 19,88%.
— Em meados de 2011, a gente até percebeu um aumento na busca por imóveis na Zona Norte, e na região de Jacarepaguá e Grande Méier, enquanto nas Zonas Sul 1 e 2 houve queda. Talvez tenha sido uma reação ao patamar proibitivo de preços dos imóveis nas zonas mais caras — avalia Bianchi.
Para o executivo, a retomada do interesse nesses bairros ano passado pode ser explicada pela desaceleração na alta dos imóveis, já que em lugares como Leblon e São Conrado os aumentos dos preços foram menores do que a média da cidade em 2012, que fechou o ano em 15%.
Fica claro através da matéria que estamos vivendo um período irreal e mais irreal ainda em se tratando de Brasil, onde estamos na posição de número 85 no ranking do IDH, com os valores praticados no mercado nacional inflado, certamente poderíamos comprar em muitos dos principais países com o melhor índice de desenvolvimento humano do mundo. Já sei, vão falar das Olimpíadas, da Copa do Mundo e alguém realmente acredita que em 3 anos o Brasil vai sair dessa posição ridícula do IDH e ficar entre os 10 primeiros? Acreditam que a qualidade da segurança e do transporte vai se transformar da noite para o dia em uma Suiça? Onde estive em 2011 e fiquei maravilhado, alias Suiça seria pedir o impossível, estive em  Portugal e na Espanha ano passado e posso dizer com segurança que mesmo esses dois países passando por dificuldade, estamos longe e digo muito longe dessas questões como segurança e transporte e os imóveis estão certamente pelo valor de 1/3 do mercado nacional.

IDH – Brasil aparece em 85° no ranking de países
Fonte: “http://www1.folha.uol.com.br/poder/1246173-avaliacao-e
-injusta-com-brasil-afirmam-ministros-sobre-idh.shtml”
14/03/2013 - 13h53

'Avaliação é injusta com Brasil', afirmam ministros sobre IDH

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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

O governo federal questionou os dados utilizados pelas Nações Unidas para o cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) brasileiro e afirmou que o resultado é "injusto" diante dos avanços ocorridos no país nos últimos anos.
"A questão é: os dados brasileiros estão incorretos. A avaliação é injusta com o Brasil", afirmou a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (14).
A principal reclamação refere-se ao fato de o Pnud ter desconsiderado 4,8 milhões de crianças, entre 5 e 6 anos, que já iniciaram sua atividade escolar, e que teriam ficado de fora do relatório por falha técnica -- as Nações Unidas não consideraram a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.
Com isso, o indicador dos anos de escolaridade esperados (o tempo que uma pessoa permanece na escola no Brasil) permaneceu igual entre 2000 e 2010 - 14,2 anos.
Alan Marques/Folhapress
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
POSIÇÕES
Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), se esse indicador fosse atualizado, o Brasil subiria 20 posições no ranking - o país ficou em 85º na lista divulgada nesta quinta-feira. Para ele, os cálculos referentes à educação ficaram "totalmente distorcidos".
"Se estamos tão bem no emprego, se distribuímos renda, se reduzimos de forma destacada internacionalmente a população de extrema pobreza, por que o indicador de IDH não reflete tudo isso que fizemos? Isso dá uma distorção brutal. A situação do Brasil é de estagnação quando houve uma inquestionável evolução", disse Mercadante.
O Pnud assume que parte dos dados é antiga (de 2010 e 2005), mas que os usa por isonomia com outros países, única forma de poder comparar o Brasil com o resto do mundo.
"Nós recebemos esse relatório com sentimento dividido: de um lado o relatório qualitativo é bastante justo com o esforço que o Brasil vem fazendo [...] e por outro lado os indicadores continuam parados no mesmo lugar", completou a ministra Tereza Campello.
Segundo os ministros, técnicos do governo discutirão com o Pnud a fonte dos dados utilizados para o IDH. Esta não é a primeira vez que o Brasil aponta falhas no cálculo do indicador.
Editoria de Arte/Folhapress
Veja o ranking completo dos países de acordo com o seu IDH
Veja o ranking completo dos países de acordo com o seu IDH


segunda-feira, 4 de março de 2013

Longo Prazo não é para qualquer um

Matéria interessante que posto abaixo e responde um pouco sobre a ansiedade de alguns investidores sobre momentos de incertezas, onde devemos agir sempre com racionalidade e manter a estratégia independente das opiniões contrárias.




Warren Buffett publica carta de investimento anual e lembra importância do longo prazo

De acordo com o maior investidor do mundo, as empresas americanas vão bem a longo prazo e as bolsas de valores também

Por Arthur Ordones 
A A A
SÃO PAULO - O megainvestidor Warren Buffettpublicou  a sua tão esperada carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway, com balanços sobre o ano passado e as perspectivas para 2013.
Como é comum nas cartas de Buffett, ele ressaltou a importância de investir pensando no longo prazo.  “Reveses periódicos irão ocorrer sim, mas os investidores e gestores estão em um jogo que está totalmente voltado em seu favor. O índice Dow Jones Industriais avançou de 66 pontos para 11.497 pontos no século 20, um aumento vertiginoso de 17,320%, que se materializou apesar de quatro guerras custosas, uma grande depressão e muitas recessões. E não podemos esquecer também que os acionistas receberam dividendos substanciais ao longo do século também.”
Buffet lembrou que os riscos de estar fora do jogo são enormes quando comparados com o risco de estar dentro dele. “Minha própria história é um exemplo dramático: eu fiz a minha primeira compra de ações na primavera de 1942, quando os EUA estavam sofrendo grandes perdas provenientes da guerra. A cada dia as manchetes apontavam mais contratempos. Mesmo assim, não houve conversa sobre incerteza...”, contou. “O sucesso do país desde aquela época perigosa confunde a mente: em uma base ajustada pela inflação, o PIB per capta mais do que quadruplicou entre 1941 e 2012. Durante todo esse período, a cada manhã tem sido incerto. O destino da América, no entanto, sempre foi claro: cada vez mais abundância”, completou.
Warren Buffett publica a sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway (Jim Urquhart/Reuters)
Warren Buffett publica a sua carta anual aos acionistas da Berkshire Hathaway (Jim Urquhart/Reuters)
Posições do fundoO investidor justificou a posição de seu fundo nas empresas norte-americanas BNSF e MidAmerican Energia que, segundo ele, irão continuar desempenhando papéis importantes na economia americana por mais, pelo menos, cem anos. Segundo ele, cada uma delas tem poder aquisitivo que, mesmo sob condições terríveis, cobre amplamente os seus requisitos de juros.
Em relação à MidAmerican, tem dois fatores-chave que asseguram a capacidade de serviço da dívida em todas as circunstâncias: a resistência a recessão da companhia, que é alta, e sua grande diversidade de ganhos correntes, que a protege de ser seriamente prejudicada por qualquer órgão regulador único.
Sobre a BNSF, ele explica: “tudo o que você pode ter ouvido falar sobre infraestrutura decadente do nosso país, nada se aplica a BNSF ou ferrovias em geral. O sistema ferroviário da América nunca esteve em melhor forma, e isso é uma consequência de grandes investimentos por parte da indústria. Não estamos, no entanto, descansando: a BNSF vai gastar cerca de quatro bilhões de dólares em ferrovia em 2013, que representa aproximadamente o dobro da taxa de depreciação de qualquer ferrovia em um único ano”.
Aquisição de jornais diáriosWarren Buffett contou também em sua carta anual que a Berkshire Hathaway adquiriu 28 jornais diários nos últimos 15 meses, a um custo de 344 milhões de dólares. Apesar de sempre falar que a circulação e a publicidade dos jornais estão determinadas a declinar e que as propriedades que eles vêm adquirindo ficaram muito aquém de satisfazer as necessidades deles, Buffett afirmou que adora jornais e que enquanto eles fizerem sentido, economicamente falando, eles vão continuar adquirindo-os.
“Antes da televisão e da Internet, os jornais eram a principal fonte para uma incrível variedade de notícias, um fato que os fez indispensáveis para uma percentagem muito elevada da população. Se seus interesses eram internacionais, nacionais, locais, esportes ou cotações financeiras, o jornal certamente foi o primeiro a dizer-lhe as últimas novidades.”
Dividendos
O megainvestidor escreveu ainda que um grande número de acionistas da Berkshire, incluindo alguns amigos dele, gostaria que a empresa pagasse dividendos em dinheiro. Ele explicou que uma empresa lucrativa pode alocar seus ganhos de várias maneiras (que não são mutuamente exclusivas). A empresa deve primeiro analisar as possibilidades de reinvestimento oferecidas por seu negócio atual, os projetos para se tornarem mais eficientes, expandir territorialmente, ampliar e melhorar as linhas de produto ou outra forma de alargar o fosse econômico que separa a empresa de seus concorrentes.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2692664/warren-buffett-publica-carta-investimento-anual-lembra-importancia-longo-prazo