quinta-feira, 14 de março de 2013

Imóveis no Brasil e a valorização absurda

Primeiramente vamos falar um pouco do crédito no Brasil através do relatório da S&P abaixo:


Relatório da S&P mostra preocupação com crédito
Uma das fontes de preocupação para o setor o relatório divulgado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o BICRA (Bank Industry Country Risk Asessment). Apesar de mostrar otimismo com a alavancagem moderada do País e a baixa exposição dos bancos em empréstimos de alto risco, a agência ressaltou a alavancagem das famílias e a resultante carga do serviço da dívida como uma fonte de preocupação.
Apesar de reafirmar o país no chamado grupo "4", eles destacam que o PIB per capita no Brasil é bem menor do que as outras nações que fazem parte do grupo, o que pode afetar o endividamento das famílias. "Além disso, as altas taxas de juros, pelas métricas internacionais, somadas ao rápido crescimento do crédito têm resultado em altos níveis do serviço da dívida das famílias", afirma a agência.
Nos últimos anos, aponta, as taxas de juros têm diminuído gradualmente, reduzindo recentemente a tendência de elevação nos serviços da dívida das famílias. No entanto, outro ciclo de rápida expansão do crédito poderia reverter essa tendência, da mesma forma que as mudanças na Selic, pontua a S&P.
fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/2701502/acoes-construtoras-destacam-ibovespa-liderarem-perdas-indice
Pois bem, o crédito de uns 5 anos para cá foi estimulado e o setor de construção de civil certamente foi o grande ator e com juros caindo, os preços dos imóveis foi subindo, subindo a preços assustadores e os salários acompanharam esse aumento? 
Agora vamos a questão dos salários através da matéria do jornal O globo abaixo:
Em janeiro de 2008, quem procurava imóvel para comprar no Rio pagava, em média, R$ 3.851,18 pelo metro quadrado, segundo dados do FipeZap, que pesquisa os preços dos imóveis anunciados na cidade. Hoje, esse valor gira em R$ 8.636,39. Um salto de 124,2%. No caso do aluguel, o aumento foi menor. Mas não menos significativo. Enquanto há cinco anos, a locação média do metro quadrado na cidade custava R$ 23,74 (ou R$ 2.374 para alugar um imóvel de 100 metros quadrados), hoje ela está em R$ 39,21 (ou R$ 3.921 pelo mesmo apartamento de 100 metros quadrados), em alta de 65,2%. Mas e os salários, considerando-se que o governo tem apostado na compra da casa própria como um instrumento de crescimento econômico?
Segundo dados do IBGE, em janeiro de 2008 a renda média do trabalhador da Região Metropolitana do Rio era de R$ 1.519,65. Em janeiro deste ano, esse valor passou para R$ 1.902,80, ou 24,2% a mais. Ou seja, em cinco anos, o metro quadrado do imóvel para compra e venda no Rio subiu quatro vezes mais que a renda média do trabalhador. E o metro quadrado do aluguel, mais do que o dobro. Na prática, isso quer dizer que mesmo com a redução de juros verificada neste período, quem deixou para comprar imóvel agora vai ter uma dificuldade muito maior para financiar.
— Não existe redução de juros capaz de compensar a valorização que os imóveis tiveram nesse período — diz o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec. — De 2008 para cá, os juros caíram de 10% a 15%, o que é muito inferior ao aumento do metro quadrado.
A pedido do Morar Bem, Braga fez uma simulação usando os preços médios de um três-quartos no Leblon divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-Rio). Enquanto em janeiro de 2008, o imóvel custava R$ 680 mil, hoje ele gira em torno dos R$ 2,5 milhões. Assim, se alguém financiasse este imóvel em 30 anos com juros de 10%, pagaria prestação mensal de R$ 5.761,47, a partir de 2008. Hoje, considerando o novo preço e taxa de 9%, essa prestação seria de R$ 20.083,25 — 248% a mais.
— Em 2008 já se falava em preços proibitivos, mas quem comprou fez o melhor investimento da vida, porque a valorização foi muito superior ao dos ativos financeiros de médio e baixo riscos. O mercado imobiliário explodiu, e o financeiro mergulhou numa crise que ainda faz estragos. Muitos dos que tinham condições e não compraram devem se arrepender, pois não conseguiriam comprar agora — avalia Braga.
No Leblon, aluguel aumentou até 233% em cinco anos
Diretor de Business Intelligence do Zap, Caio Graco Bianchi lembra que a supervalorização dos imóveis no Rio foi motivada por uma série de fatores: maior acesso ao crédito, redução dos juros, investimentos em infraestrutura capitaneados pelos grandes eventos esportivos e a estabilidade econômica.
— No Rio especificamente, havia tremenda limitação de financiamento. Quando o acesso ao crédito se tornou mais fácil, a mesma renda passou a comprar mais e isso ajudou a elevar os preços. Nos bairros em que há menos ofertas, os valores ficaram proibitivos.
Esse movimento acabou se refletindo nos valores dos aluguéis, que também passaram por forte alta nos últimos cinco anos.
— O aluguel subiu acompanhando o mercado imobiliário. Mas ele está sujeito também às questões de mobilidade da cidade, que passa por um momento complicado nesse setor. Em bairros como Copacabana, que têm Metrô e muitas linhas de ônibus, a locação fica ainda mais cara — diz Braga.
Esse salto nos preços dos aluguéis foi notadamente mais forte em alguns bairros da Zona Sul da cidade. Pegando como exemplo os preços médios para locação de um imóvel de três quartos no Leblon, em janeiro de 2008 e deste ano, percebe-se um aumento de 233%: de R$ 2.760 para R$ 9.162.
— Quando nós comparamos esse valor com o aumento da prestação do financiamento de um imóvel do mesmo tipo, que subiu 248% no período, percebemos que a diferença nos aumentos é mínima em termos percentuais — analisa o economista Gilberto Braga, do Ibmec. — Isso confirma que morar em bairros nobres do Rio ficou bem mais difícil. O luxo está muito caro.
Procura na Zona Sul segue aquecida
Ainda assim, a procura por esses imóveis, tanto para compra quanto para locação, continua aquecida e, segundo dados do Zap Imóveis, até cresceu no último ano. Na chamada Zona Sul 1, que reúne os bairros de Ipanema, Leblon, Gávea, Lagoa, Jardim Botânico, São Conrado, Copacabana e Leme, a busca por imóveis aumentou 32% no ano passado. Enquanto em janeiro de 2012, as buscas por imóveis nessas regiões representavam 19,05% dos contatos realizados com os vendedores do portal, em dezembro, elas totalizaram 25,15%, um patamar que não era atingido desde dezembro de 2010.
— Não há como saber se esses negócios foram fechados ou não. Mas o fato é que o interesse nessa região continua crescendo e, com isso, os preços seguem em alta. Até porque a oferta nessa região ainda é pequena — diz Caio Graco Bianchi, diretor de Business Intelligence do Zap.
Na chamada Zona Sul 2, que reúne os bairros de Humaitá, Botafogo, Urca, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Catete, a procura também cresceu: de 11,66% em janeiro do ano passado para 14,71% no mês de dezembro. Já na Barra da Tijuca, a procura se manteve praticamente estável, indo de 19,16% para 19,88%.
— Em meados de 2011, a gente até percebeu um aumento na busca por imóveis na Zona Norte, e na região de Jacarepaguá e Grande Méier, enquanto nas Zonas Sul 1 e 2 houve queda. Talvez tenha sido uma reação ao patamar proibitivo de preços dos imóveis nas zonas mais caras — avalia Bianchi.
Para o executivo, a retomada do interesse nesses bairros ano passado pode ser explicada pela desaceleração na alta dos imóveis, já que em lugares como Leblon e São Conrado os aumentos dos preços foram menores do que a média da cidade em 2012, que fechou o ano em 15%.
Fica claro através da matéria que estamos vivendo um período irreal e mais irreal ainda em se tratando de Brasil, onde estamos na posição de número 85 no ranking do IDH, com os valores praticados no mercado nacional inflado, certamente poderíamos comprar em muitos dos principais países com o melhor índice de desenvolvimento humano do mundo. Já sei, vão falar das Olimpíadas, da Copa do Mundo e alguém realmente acredita que em 3 anos o Brasil vai sair dessa posição ridícula do IDH e ficar entre os 10 primeiros? Acreditam que a qualidade da segurança e do transporte vai se transformar da noite para o dia em uma Suiça? Onde estive em 2011 e fiquei maravilhado, alias Suiça seria pedir o impossível, estive em  Portugal e na Espanha ano passado e posso dizer com segurança que mesmo esses dois países passando por dificuldade, estamos longe e digo muito longe dessas questões como segurança e transporte e os imóveis estão certamente pelo valor de 1/3 do mercado nacional.

IDH – Brasil aparece em 85° no ranking de países
Fonte: “http://www1.folha.uol.com.br/poder/1246173-avaliacao-e
-injusta-com-brasil-afirmam-ministros-sobre-idh.shtml”
14/03/2013 - 13h53

'Avaliação é injusta com Brasil', afirmam ministros sobre IDH

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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

O governo federal questionou os dados utilizados pelas Nações Unidas para o cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) brasileiro e afirmou que o resultado é "injusto" diante dos avanços ocorridos no país nos últimos anos.
"A questão é: os dados brasileiros estão incorretos. A avaliação é injusta com o Brasil", afirmou a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (14).
A principal reclamação refere-se ao fato de o Pnud ter desconsiderado 4,8 milhões de crianças, entre 5 e 6 anos, que já iniciaram sua atividade escolar, e que teriam ficado de fora do relatório por falha técnica -- as Nações Unidas não consideraram a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos.
Com isso, o indicador dos anos de escolaridade esperados (o tempo que uma pessoa permanece na escola no Brasil) permaneceu igual entre 2000 e 2010 - 14,2 anos.
Alan Marques/Folhapress
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
Os ministros Tereza Campello e Aloizio Mercadante durante entrevista no Palácio do Planalto
POSIÇÕES
Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), se esse indicador fosse atualizado, o Brasil subiria 20 posições no ranking - o país ficou em 85º na lista divulgada nesta quinta-feira. Para ele, os cálculos referentes à educação ficaram "totalmente distorcidos".
"Se estamos tão bem no emprego, se distribuímos renda, se reduzimos de forma destacada internacionalmente a população de extrema pobreza, por que o indicador de IDH não reflete tudo isso que fizemos? Isso dá uma distorção brutal. A situação do Brasil é de estagnação quando houve uma inquestionável evolução", disse Mercadante.
O Pnud assume que parte dos dados é antiga (de 2010 e 2005), mas que os usa por isonomia com outros países, única forma de poder comparar o Brasil com o resto do mundo.
"Nós recebemos esse relatório com sentimento dividido: de um lado o relatório qualitativo é bastante justo com o esforço que o Brasil vem fazendo [...] e por outro lado os indicadores continuam parados no mesmo lugar", completou a ministra Tereza Campello.
Segundo os ministros, técnicos do governo discutirão com o Pnud a fonte dos dados utilizados para o IDH. Esta não é a primeira vez que o Brasil aponta falhas no cálculo do indicador.
Editoria de Arte/Folhapress
Veja o ranking completo dos países de acordo com o seu IDH
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