terça-feira, 21 de março de 2017

Localizando documentos na Italia

Estou iniciando um livro da metodologia que criei e onde obtive sucesso na minha cidadania italiana por via materna em 6 meses, um ponto muito importante é a localização do seu antepassado italiano e no meu caso em específico, a região era o Veneto. 

O Site tem o arquivo militar e histórico de Padova e Rovigo, do ano de 1846 até 1902. Com o nome e sobrenome do antepassado, você conseguirá avançar no pedido da certidão de nascimento na Comune (Prefeitura local) ou na Igreja da região, solicitando a certidão de batismo.

Vou disponibilizar abaixo, o site onde consegui dar esse primeiro passo inicial e que foi vital para o desenvolvimento de todo processo:

http://www.aspd.beniculturali.it/leva_login.php


terça-feira, 14 de março de 2017

Morando no Exterior 2 - Imposto de Renda

Nesse post vou falar sobre uma coisa muito importante e que pode fazer toda diferença na escolha da localidade no exterior para vivermos, o imposto de renda.

Tem 4 países que estudo visando morar no exterior e por razões obviais e culturais, tenho maior afinidade e vou lista-los:

1 - Italia

2 - Suiça

3 - Portugal

4 - Luxemburgo

Italia

Valores das alíquotas de imposto de renda na Itália:

  • 23% para pessoas que ganham até 15.000 euros por ano (até 250 euros por mês)
  • 27% para pessoas que ganham entre 15.001 e 28.000 euros por ano (entre 1.250 e 335 euros por mês)
  • 38% para pessoas que ganham entre 28.001 e 55.000 euros por ano (entre 2.335 e 4.583 euros por mês)
  • 41% para pessoas que ganham entre 55.001 e 75.000 euros por ano (entre 4.583 e 6.250 euros por mês)
  • 43% para pessoas que ganham mais de 75.001 euros por ano (acima de 6.250 euros por mês)
Suiça

Tratamento fiscal especial para estrangeiros que se mudam para a Suíça


Sob a legislação fiscal federal e cantonal, estrangeiros que fixam residência na Suíça podem, em certos cantões, pedir para serem tributados com base em despesas (despesas de custo de vida) ao invés da renda real ou riqueza líquida. A base de avaliação é o custo de vida do indivíduo e sua família. O sistema é chamado de tributação integral.
A tributação integral substitui os impostos de renda e riqueza comuns, mas não cobre impostos sobre heranças e transmissões gratuitas. A tributação integral pode resultar em uma carga de impostos mais baixa em comparação aos impostos de renda e riqueza padrão.

Quem é elegível?


Um indivíduo que:
  • fixa residência na Suíça pela primeira vez ou após uma ausência de no mínimo dez anos; e
  • não exerce nenhuma atividade remunerada na Suíça,
É elegível para negociar e fazer um acordo de tributação integral com as autoridades fiscais suíças.
Indivíduos que tenham se mudado para a Suíça e preencham os critérios para tributação integral podem submeter um requerimento para esse tipo de tratamento fiscal às autoridades fiscais cantonais (alguns cantões aboliram a tributação integral. Nesses cantões, a tributação integral não está mais disponível no nível cantonal). Se o indivíduo que deseja ser tributado sob o regime de tributação integral for casado, o cônjuge também deve fixar residência na Suíça e também não pode exercer nenhuma atividade remunerada na Suíça.
A tributação integral de estrangeiros que se mudam para a Suíça é aplicável por um período indefinido, embora o montante fixo seja regularmente renegociado/revisado pelas autoridades locais. Nenhum cidadão suíço, mesmo aqueles com dupla nacionalidade, tem direito á tributação integral. O direito à tributação integral expira quando o indivíduo começa a trabalhar na Suíça ou obtém a cidadania suíça.

Base do imposto de renda
O imposto devido sob o regime de tributação integral é cobrado sobre um valor considerado tributável (o montante fixo). Este montante tributável não é relacionado à renda real do indivíduo mas deriva das despesas anuais de custo de vida do indivíduo, incluindo as despesas do cônjuge e filhos (se menores de idade). Estas despesas incluem todas as despesas de custo de vida da família, na Suíça e no exterior.

Dado que estas despesas de custo de vida são difíceis de determinar pelas autoridades, as regulamentações federais também requerem um montante tributável mínimo equivalente a sete vezes o aluguel ou valor de aluguel da residência principal do indivíduo na Suíça. O mais elevado dos dois montantes (despesas anuais de custo de vida documentadas ou sete vezes o aluguel ou valor do aluguel) é o montante fixo considerado tributável.
Uma vez que o montante fixo é negociável, as autoridades fiscais têm liberdade para fixar o montante tributável nas negociações a um nível diferente e até mais alto. Os fatores considerados são a a riqueza total global do indivíduo, idade, situação fmailiar e o município em que o contribuinte irá viver. Além dos critérios estabelecidos na legislação respectiva (no nível federal o valor tributável mínimo aplicável é de CHF 400.000), atualmente os cantões também requerem um montante tributável mínimo para a aplicação da tributação integral. Para a maioria dos cantões, esse montante começa em CHF 400.000.

Base do imposto sobre a riqueza

Um montante considerado tributável também faz parte das negociações com as autoridades cantonais. Dado que não há imposto federal sobre a riqueza, esta é apenas uma negociação para o imposto cantonal e municipal sobre a riqueza. Aqui também se aplica um valor mínimo, que difere de cantão para cantão. Muitas vezes se utiliza um montante considerado tributável para o imposto de renda para estabelecer o valor de riqueza considerado.

Taxa de imposto aplicável


As tabelas comuns de progressão e taxas de impostos, aplicáveis a todos os cidadãos suíços, são utilizadas para determinar a renda real e imposto sobre a riqueza devido nos montantes negociados (sobre o montante fixo). Isto é feito tanto para o imposto de renda cantonal e municipal quanto para o imposto sobre a riqueza e também, separadamente, para o imposto de renda federal. A vantagem do acordo de tributação integral não deriva de taxas especiais, mas do fato de que o valor considerado tributável com base em despesas é potencialmente mais baixo do que a renda anual real (e a riqueza total global).

Cálculo de controle

Com base na legislação federal, o montante tributável negociado é verificado anualmente com base em um cálculo de controle específico. Se o montante tributável resultante deste cálculo de controle for maior do que o montante tributável calculado sob o regime de tributação integral, então este valor mais alto será considerado para estabelecer o imposto devido.
Tributação integral modificada

Certos acordos de dupla tributação podem negar os benefícios do seu acordo àqueles com o status de tributação integral. Estas convenções fiscais contêm provisões específicas pelas quais um indivíduo só pode solicitar isenção da convenção se todas as receitas originadas naquele país sejam integralmente tributadas na Suíça de acordo com as regras fiscais suíças.

Imposto sobre heranças e transmissões gratuitas em conexão com a tributação integral

Os impostos sobre heranças e transmissões gratuitas não são cobertos pelo regime de tributação integral. Portanto, as mesmas regras e isenções geralmente serão aplicáveis conforme descrito acima, na seção "Impostos na Suíça".No entanto, em um número limitado de cantões, as isenções em relação à devolução de um bem ao cônjuge e/ou descendentes não se aplicam, ou se aplicam apenas parcialmente aos contribuiintes sob o regime de tributação integral.
É importante notar que as consequências das leis civis e fiscais dependem muito da sua situação pessoal específica. Portanto, é importante verificar as suas próprias circunstâncias, desejos e estrutura para garantir que você cumpra com as leis aplicáveis antes de modificar qualquer coisa na sua situação atual.

Diferença entre cidadadãos da UE e cidadãos estrangeiros

Tanto cidadãos da UE quanto cidadãos estrangeiros podem solicitar o regime de tributação integral. No caso de cidadãos estrangeiros, o montante tributável de renda e riqueza, que será proposto pelas autoridades cantonais, será consideravelmente mais alto do que os montantes tributáveis mínimos mencionados acima e oferecidos aos cidadãos da UE.

Portugal

Isenção de IRS na aposentadoria de estrangeiros e vantagens

Em 2013, Portugal criou o status de “residente não habitual”, que permite ao aposentado estrangeiro ter isenção de impostos durante dez anos. Para fazer parte desse programa é preciso residir pelo menos 6 meses por ano em Portugal sem exercer atividade lucrativa, Alugar apartamento (imóvel em geral) ou comprar e não ter sido residente fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores. Sem dúvida não pagar impostos por 10 anos é um grande atrativo para ser um estrangeiro aposentado em Portugal.
Impostos em Luxemburgo

Luxemburgo tem um sistema fiscal comparável à maioria dos outros países da UE. Os impostos incidem sobre a renda global de seus residentes com base em uma taxa progressiva de imposto de renda de pessoa física.
  • Imposto de renda de pessoa física: os residentes pagam tributos sobre a renda global e ganhos de capital. Todos os tipos de renda pessoal e ganhos realizados são tributados em Luxemburgo a uma taxa progressiva de no máximo 40%. A taxa mais alta é aplicável a rendas a partir de 100,000 euros. O imposto de renda devido tem uma sobretaxa de 7% a 9% referente a uma contribuição compulsória ao fundo de empregos de Luxemburgo. A taxa marginal máxima que pode ser paga é, portanto, de 43,6%.
  • Imposto sobre a riqueza: não há imposto sobre a riqueza em Luxemburgo.
  • Imposto sobre heranças e transmissões gratuitas: Luxemburgo cobra impostos sobre heranças e transmissões gratuitas. As taxas aplicáveis variam entre 0% a 48% dependendo da relação entre as partes e os valores envolvidos. No caso de descendentes diretos e cônjuges, altos valores são totalmente isentos de impostos e no restante as taxas básicas aplicáveis vão de 0% a 5%. Dependendo do patrimônio recebido, um multiplicador entre 0,1 e 2,2 pode ser aplicável.
  • IVA: Luxemburgo cobra um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A taxa padrão do IVA é de 17%. Taxas reduzidas de 3%, 8% e 14% são aplicáveis a certos bens e serviços, tais como alimentos, gás e combustível. Um pequeno número de serviços é completamente isento do IVA como, por exemplo, certas transações financeiras.
  • Imposto de saída: quando você deixa Luxemburgo para emigrar para outra jurisdição, Luxemburgo não cobra um imposto de saída.
fonte:http://www.switzerland-family-office.com/br/servicos-do-family-office/relocacao/relocacao-para-luxemburgo.html





domingo, 12 de março de 2017

Mcdonalds o filme

Hoje assisti o filme sobre a história do Mcdonalds, estreou no Brasil na última quinta e gostei bastante do filme por se basear em fatos reais e focar no cara que deu aos USA, a sua maior rede de restaurantes e uma das marcas que mais identificam o país em todo mundo.

Além do filme, o Mcdonalds será minha próxima aquisição internacional e desde criança sempre sonhei em ter uma franquia mas talvez melhor que uma franquia na atualidade, ser sócio e ter um pedaço do Mcdonalds é muito interessante por tudo que a corporação envolve.

Dei inclusive uma pesquisada e se meu avô pudesse comprar as 100 ações no ipo do Mcdonalds, hoje teríamos 8 milhões de dólares mais 60.000 dólares anuais, o que demonstra o poder dessa grande corporação que mudou o sistema e o marketing do ramo da alimentação em todo planeta.

terça-feira, 7 de março de 2017

Vivendo no exterior 1

Como todos que acompanham o blog, sabem que tenho cidadania italiana e tenho o objetivo de morar fora em um futuro próximo ou na aposentadoria e vejo que muitas pessoas pensam a mesma coisa, principalmente os que vivem em grandes capitais que sofrem do que chamo dos 3 grandes problemas sociais de base ou seja, SEGURANÇA, SAÚDE e EDUCAÇÃO. 

Primeira decisão minha foi começar a investir no exterior, inicialmente nos USA, onde concentra grande parte das grandes empresas mais fortes do mundo, além de dolarizar meu patrimônio. 

Para investir os USA é perfeito mas para morar, não faz parte dos meus planos e tenho muitos familiares que moram a anos e pelo feedback que é passado não faz muito meu perfil. 

E qual o meu perfil? Gosto de diversidade cultural, ter um excelente transporte público de qualidade como a Europa possui, onde em questão de horas posso estar em dezenas de países e culturas diferentes, a educação é praticamente gratuita (paga-se algumas taxas menores que 100 euros), desde a creche até o pós-doutorado, além da qualidade, alias muitos americanos  procuram universidade europeias pelo custo e qualidade, principalmente na Alemanha, onde cresce muito o numero de alunos americanos. A saúde é gratuita para os cidadãos europeus e a segurança é excelente, apesar os recentes atentados na Alemanha e França. 

Abaixo uma matéria que destaca a educação na Europa:

Alemanha atrai cada vez mais estudantes americanos

Com baixos custos e ensino de qualidade, país é o terceiro que mais recebe alunos estrangeiros, segundo relatório. Curiosamente, boa parte desses jovens vem justamente do número um no ranking, os Estados Unidos.

O americano Edgar Martinez já sabia que queria estudar na Alemanha quando estava no Ensino Médio. O idioma fascina o estudante de 20 anos de tal maneira que ele deixou Chicago para estudar Administração de Empresas numa cidade bem menor – Marburg, na região central da Alemanha.
"A língua me estimula intelectualmente e quero que ela faça parte da minha vida", diz Martinez. "Estudar aqui foi a solução perfeita."
Allan Liversidge, por sua vez, não ficou muito feliz com a própria decisão. Após se formar em História, ele deixou Wisconsin, nos Estados Unidos, para fazer mestrado em Bonn. Apesar de cheio de expectativas no inícioele ficou decepcionado com o pouco apoio que recebia dos professores fora das aulas e seminários. "Eu me senti abandonado e tive que sair", diz. Em 2014, o estudante de 23 anos desligou-se da Universidade de Bonn.
Assim como Martinez e Liversidge, cada vez mais americanos decidem estudar na Alemanha. O número de alunos vindos dos EUA foi recorde no ano letivo 2013/2014, passando de 2.817 em 2003/2004 para 4.359 – um crescimento de 54,7%.
O fato de estudantes americanos procurarem mais as universidades alemãs – apesar de as instituições de ensino superior do próprio país serem muito bem colocadas nos rankings globais sobre o setor – é um sinal de que o ensino superior alemão está ganhando popularidade.
Conforme a publicação Wissenschaft Weltoffen 2015 – lançada neste mês pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e o Centro Alemão para Pesquisa sobre Ensino Superior e Ciências Sociais (DZHW, na sigla em alemão) –, a Alemanha se tornou o terceiro país que mais recebe estudantes estrangeiros, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Por que estudantes americanos escolhem a Alemanha quando podem aproveitar a alta qualidade do ensino no próprio país, sem passar pela dificuldade de aprender um novo idioma e se adaptar às diferenças culturais?
Qualidade "made in Germany"
Martinez diz que a qualidade da educação foi o fator fundamental para a decisão de estudar na Alemanha. "Fiz apenas dois semestres e já tenho uma boa ideia do que quero fazer com o meu diploma. Tenho a sensação que estudar aqui é mais objetivo", diz.
"A qualidade do ensino […] foi ressaltada como importante por 96% dos entrevistados" numa pesquisa do DAAD, diz Margret Wintermantel, presidente do serviço. "O cenário do ensino superior alemão é constituído essencialmente por universidades públicas bem colocadas em rankings internacionais", frisa.
Além disso, o fato de mais e mais cursos estarem sendo oferecidos em inglês e de o ensino superior, com seus mestrados e bacharelados, ser universalmente compatível, facilitou a vinda de estudantes internacionais ao país.
Diploma de graça
Além disso, um fator-chave é o mito do diploma gratuito na Alemanha, que tem um apelo enorme entre os estudantes americanos. Comparado ao dos Estados Unidos, o custo de uma graduação na Alemanha é extremamente baixo.
As universidades públicas alemãs são gratuitas. Há apenas algumas taxas, como a do passe semestral de transporte público. Conforme a britânica Quacquarelly Symonds (QS), que publica o QS World University Rankings anualmente, o valor cobrado por ano nas universidades americanas mais bem posicionadas variou entre 41 mil e 45 mil dólares (138 mil e 152 mil reais) no ano acadêmico de 2014/2015. Ou seja, os custos de um ano de estudos nos Estados Unidos excedem a quantia média que os estudantes na Alemanha precisam pagar por todo o curso.
Para Martinez, o custo não foi o fator que mais o influenciou na decisão de estudar na Alemanha, mas lhe agrada o fato de a faculdade não custar nada para o estudante na Alemanha. "Esta ideia de educação gratuita vai ao encontro da forma como vejo o mundo. Isso me motiva a dar ainda mais duro", revela.

"O cenário do ensino superior alemão é constituído essencialmente por universidades públicas bem colocadas em rankings internacionais", diz Margret Wintermantel, presidente do DAAD
"Educação não é via de mão única"
Mas todas as vantagens de estudar na Alemanha não foram suficientes para fazer com que Liversidge terminasse seus estudos. "Eu não conseguia lidar com a carência de comunicação com meus professores. Era quase impossível marcar uma reunião com eles. Educação não é uma via de mão única. Não é assim que realmente se aprende”, lamenta.
Martinez também acredita que os estudantes estão por sua conta nas universidades alemãs. Mesmo assim, ele conseguiu uma forma de se adaptar ao modelo alemão de educação, mas admite que o começo foi difícil.
"Ninguém vai te levar pela mão. Não há aconselhamento ou mesmo orientação de verdade. Mas isso não significa que a qualidade da educação seja inferior", afirma.
Todos são bem-vindos
Não apenas a presença de americanos nas universidades alemães cresceu, mas a de estudantes internacionais em geral. No ano letivo 2002/2003 havia 215,8 mil alunos estrangeiros na Alemanha. Em 2013/2014, o número subiu para 289,8 mil - um aumento de 34,3%.
Por um lado, isso faz da Alemanha um país ainda mais multicultural; por outro, são os contribuintes do país que pagam por esses estudantes. Mesmo assim, a alemã Marlene Vossen, de 19 anos, acha bom o aumento do número de estudantes estrangeiros. "O fato de eles não terem que pagar não tem problema. Trata-se de oportunidades iguais”, opinou.
"Os estudantes são o nosso futuro. Deveríamos pagar por eles, mesmo para os que não são alemães", disse à DW um idoso que não quis se identificar. O jovem Sascha Bock, por sua vez, aprova a presença de alunos internacionais, mas afirma que os estudantes que estudam no país deveriam aprender alemão para melhorar as chances de entrarem no mercado de trabalho.
A presidente do DAAD afirma que o passado ensinou a Alemanha a valorizar a construção de relações e de confiança com outros países. Ela enfatiza que laços fortes, sobretudo em pesquisa e educação, têm valor inestimável. "Aqueles que se concentram tão somente em vantagens imediatas não têm uma perspectiva de longo prazo."
Além disso, a Alemanha se beneficia com jovens profissionais. Quase metade dos estudantes estrangeiros decide ficar no país depois da graduação, diz Wintermantel. Mais de 70% deles procuram emprego em tempo integral, o resto se torna freelancer ou busca qualificação profissional em nível mais elevado.
Em cinco anos, todas as despesas públicas para educar os estudantes estrangeiros podem estar completamente pagas, segundo o DAAD. Isso porque os estudantes geram uma receita fiscal de 1,36 bilhão de euros por ano (5 bilhões de reais).
Para Wintermantel, alunos estrangeiros também contribuem com diferentes pontos de vista, o que é crucial para a abordagem de problemas globais. "Para entender como devemos enfrentar as mudanças climáticas, a pobreza, epidemias e a falta de energia precisamos fomentar a colaboração internacional", diz. "Universidades, pesquisadores e estudantes devem participar ativamente do enfrentamento desses desafios, de maneira responsável e comprometida", conclui.
fonte: http://www.dw.com/pt-br/alemanha-atrai-cada-vez-mais-estudantes-americanos/a-18619066